E ao ver que era assim e seria assim, desisti. Mas desisti com uma dor tão profunda que poucos entendem. E por que desisti? Porque eu a queria feliz, mais que tudo. E por mais que agora ela esteja sofrendo eu sei que passa... Sempre passa.! Campainha. Ela chegou. Respira, respira, respira!
Ela tava ali, tão triste quanto o esperado, com aquela cara que dizia explicitamente um 'eu te amo' e eu não poderia ceder. Sabia que não! Respirei fundo, acho que procurava os meus pulmões e depois de um silêncio que eu preferiria não ter quebrado, tive que dizer:
-Entre.
Ela me abraçou. O que se diz em uma hora dessas? O se se pensa? O que se sente? Eu achei que estava preparada pra não ter uma taquicardia idiota dessas! Merda, merda, merda.! Esperei que ela soltasse, enquanto tentava contar meus batimentos cardíacos e prendia a minha mão a uma corrente imeginária para não abraça-la também. Aguentei. Ela por fim me soltou e entrou.
-Me explica, o que houve? Por que tudo isso agora? Você não me ama mais?
-Como você faz tantas perguntas juntas?
-Responde. Ela, por incrível que pareça não estava gritando.
Respirei. E tentei dizer calmamente:
-Nada, eu só cansei. Estamos... Estávamos muito tempo juntas e eu quero que você tenha um tempo pra você e quero ter um tempo pra mim.
- É por você ou por mim?
-Pelas duas.
-Então você acha que está melhor assim? -Porque ela tinha que perguntar isso?-
-Acho.
-Isso quer dizer que você não me ama mais? -Outra merda de pergunta pra ser respondida com mentiras.-
-Num é isso -Tentei não mentir- Mas acho que se vai acabar em breve que acabe logo.
-E por que acabaria?
-Ah, para vai. Não diga que estava feliz por que é mentir...
- Você não estava?
-Estava, mas eu...
- Se você estava feliz e eu estava feliz, ME DIZ POR QUE DIABOS VOCÊ INVENTOU ISSO DE TERMINAR! -Pronto ela já estava gritando-
-Porque eu preciso de um tempo e você també...
-PÁRA DE ME DIZER DO QUE EU PRECISO!
-Pára de gritar, por favor!
Agora quem respirou foi ela.
-Eu sei que é idiota, mas eu tenho os meus motivos e eu prometo que uma hora você vai entender.
-Mas eu quero entender agora. Enquanto eu ainda posso tentar consertar o que na sua cabeça está errado!
-Você que não vê!
-Me diz o que é que eu tento ver!
Fiquei calada, não poderia dizer nada. Ela não iria ver, não agora.! Respirei, respirei, respirei!
-Me dê um motivo plausível. -Ela disse com uma voz mais de ordem que de súplica!-
- Eu não tenho tempo pra você e você precisa de alguém que possa lhe oferecer mais do que minutos corridos...
-Eu preciso de você.
Ela não disse isso, não disse! Respire, respire, respire! Ela tava andando de um lado pro outro e eu sentada no sofá. Ela chegou perto, perto demais até, eu ia levantar, mas não consegui, não sentia minhas pernas.! Não havia razão. O que está havendo comigo agora? Ela se aproximou demais, mais do que deveria, mais do que eu aguentaria.! Parou na minha frente e disse:
-Se você disser olhando nos meus olhos que não me quer mais, eu saio da sua vida!
-Eu não quero que você saia da minha vida.
-O que você quer?
-Eu quero que... [estranho, mas eu travei pra dizer esta palavra que antes era tão comum entre a gente]... voltemos a ser amigas.
- Amigas?
Fiquei calada, não poderia repetir isso, seria estranho e cruel demais pra mim.
-Eu desisto, se é isso que você quer. Eu saio da sua vida. -Ela saiu com uma convicção que me assustou.-
Então eu estava sozinha de novo. E a única coisa que queria era chorar. E chorei por horas inteiras por alguns dias... Depois foi acalmando. Acho que aprendi a viver sem ela de novo. Mudei o foco. Era o que eu precisava. Ficou a lembrança que ainda dói. Seis meses depois, numa tarde de sábado, eu estava exausta da noite anterior em que eu agi como uma menina idiota e sem coração de novo, fiquei com gente que nem lembrava o nome, entre outras coisas imbecis que eu adorava fazer antes dela, mas que agora já não tem a menor graça, o telefone toca. Era a minha amiga dizendo que ela estava namorando com o menlhor amigo dela desde a semana passada e estava muito feliz. Eu sabia. Eu sempre soube. Acho que vou tonar um banho, chorar um pouco no chuveiro e agora de tarde, pra de noite a maquiagem esconder os vestígios do choro e eu poder sair de novo pra supostamente me divertir na minha vidinha cor-de-rosa na Terra do Nunca.
sábado, 26 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Estava sozinha, pensando no que fizera. Entregar a alguém o meu amor, logo eu? Burrice ou bom senso, ainda não sabia. Ele é o melhor amigo dela afinal, a fazia tão bem e no fundo tudo o que eu queria era vê-la feliz, e só, só feliz. E felicidade o que era mesmo? Ela dizer que era eu, mas como eu seria a felicidade dela se comigo ela ganhou tantos outros problemas, afinal? Não faz sentido, nunca fez. Eu não sou o que ela precisa e quase nunca o que ela demonstra querer. Por que eu me envolvi de verdade? Poderia ter ficado, saciado a curiosidade dela o meu desejo e depois deixado tudo isso pra lá, não poderia? Tanto faz, eu deveria ter acabado com isso faz muito tempo, fiz a coisa certa! O meu erro só aparecerá, ou não, daqui a algum tempo e se ela não se apaixonar por ele; ou melhor, ela já é apaixonada por ele, só precisa descobrir, logo eu não cometi erros.
Ela está aparentemente triste e ele, como o bom 'amigo' que é, foi diverti-la. Estão no boliche agora, ou deveriam estar, vai que tenham encontrado um motel pelo caminho? Tá eu estou ficando doida. Ou não, sempre gostou de homem mesmo, por que não ele e por que não agora? -Telefone- Merda! Não posso nem pensar em paz. ARG. É ela. E agora? Atendo? Deixo tocar? Desligo? O que eu faço?
-Alô?
- Amor?
-O que você quer?- odeio tratá-la assim
-Nada eu só queria saber como você está. Hum... Eu sei que... Talvez você não me ame mais e ... Eu só queria dizer que te amo, só isso!
-Ama?
-Amo.
-A mim e a quantos outros?
-Não fale assim comigo, eu não traí você e nunca te dei motivos pra me tratar assim! Nem sei porque terminamos.
- Desculpa, mas...
-Será que podemos conversar pessoalmente?
-Tanto faz - Merda! Fui fria e estúpida de novo.!
-Onde?
-Vem pra cá, tô em casa.
-Ok, até.
-Até.
Se ela escolheu ficar comigo, porque eu tentaria agora tentar fazer o que eu acho melhor pra ela? Ela odeia que eu faça isso. Afinal as pessoas podem amar duas pessoas ao mesmo tempo, não com a mesma intensidade, é claro. E se eu for a mais amada nessa história? Será que vale a pena sofrer agora fazendo o que eu penso ser o certo? Mas será que ela escolheu MESMO ficar comigo?E eu nunca soube mesmo dividir atenção que dirá amor, afinal eu não gosto de meio termos, não sou tua meio amiga, nem teu quase amor. Ou sou tudo ou não sou nada. Nessa história acho que sou meio termo, então prefiro não ser nada. Mas não é questão de ser nada ou tudo, no amor não tem muito disso! O que hoje é tudo, amanhã ou mesmo daqui a uma hora, cinco minutos que seja, pode não ser nada. É questão de valer ou não a pena, apostar todas as fichas ou não, se entregar e que seja eterno enquanto durou desistir e pensar no que teria sido e eu a amo tanto. Mas definitivamente eu não posso prende-la aqui e deixa-la descobrir tarde que eu fui um erro. Eu não posso. Ler coisas do Caio é definitivamente algo que eu deveria ter feito e sabia disso, mas a teimosia me consome. É um defeito meu, admito. Então eu li, e li para que as horas passassem até que ela entrasse por aquela porta com uma cara que certamente me tentaria ainda mais a mudar de ideia. Eis que achei:'Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.
Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.' Ler o Caio agora, loucura! [continua assim que eu decidir o fim da história...]
Ela está aparentemente triste e ele, como o bom 'amigo' que é, foi diverti-la. Estão no boliche agora, ou deveriam estar, vai que tenham encontrado um motel pelo caminho? Tá eu estou ficando doida. Ou não, sempre gostou de homem mesmo, por que não ele e por que não agora? -Telefone- Merda! Não posso nem pensar em paz. ARG. É ela. E agora? Atendo? Deixo tocar? Desligo? O que eu faço?
-Alô?
- Amor?
-O que você quer?- odeio tratá-la assim
-Nada eu só queria saber como você está. Hum... Eu sei que... Talvez você não me ame mais e ... Eu só queria dizer que te amo, só isso!
-Ama?
-Amo.
-A mim e a quantos outros?
-Não fale assim comigo, eu não traí você e nunca te dei motivos pra me tratar assim! Nem sei porque terminamos.
- Desculpa, mas...
-Será que podemos conversar pessoalmente?
-Tanto faz - Merda! Fui fria e estúpida de novo.!
-Onde?
-Vem pra cá, tô em casa.
-Ok, até.
-Até.
Se ela escolheu ficar comigo, porque eu tentaria agora tentar fazer o que eu acho melhor pra ela? Ela odeia que eu faça isso. Afinal as pessoas podem amar duas pessoas ao mesmo tempo, não com a mesma intensidade, é claro. E se eu for a mais amada nessa história? Será que vale a pena sofrer agora fazendo o que eu penso ser o certo? Mas será que ela escolheu MESMO ficar comigo?E eu nunca soube mesmo dividir atenção que dirá amor, afinal eu não gosto de meio termos, não sou tua meio amiga, nem teu quase amor. Ou sou tudo ou não sou nada. Nessa história acho que sou meio termo, então prefiro não ser nada. Mas não é questão de ser nada ou tudo, no amor não tem muito disso! O que hoje é tudo, amanhã ou mesmo daqui a uma hora, cinco minutos que seja, pode não ser nada. É questão de valer ou não a pena, apostar todas as fichas ou não, se entregar e que seja eterno enquanto durou desistir e pensar no que teria sido e eu a amo tanto. Mas definitivamente eu não posso prende-la aqui e deixa-la descobrir tarde que eu fui um erro. Eu não posso. Ler coisas do Caio é definitivamente algo que eu deveria ter feito e sabia disso, mas a teimosia me consome. É um defeito meu, admito. Então eu li, e li para que as horas passassem até que ela entrasse por aquela porta com uma cara que certamente me tentaria ainda mais a mudar de ideia. Eis que achei:'Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.
Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.' Ler o Caio agora, loucura! [continua assim que eu decidir o fim da história...]
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