quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Mentiras do brasil.

Começou a campanha eleitoral obrigatória nos meios de comunicação. Ê Brasil, cadê a tua democracia? Pois é, o ‘país do futuro’ que tem ‘dimensões continentais’, sem guerras externas ou em seu território, acumula descaradamente graves contradições.
Aproveitando o embalo eleitoral, falemos de política: É certo que o Brasil é, desde 15 de janeiro de 1985, com a eleição de Tancredo Neves, uma democracia. A não ser que eu esteja sendo enganada pelos meus hormônios e inocência juvenil, democaracia significa governo do povo. Não lembro de uma parte da história brasileira onde o povo foi convidado a decidir algo importante, e nem de algum governo que teve como meta o bem estar da massa popular. Lembro-me porém de governantes corruptos que seguiram suas vidas felizes, ricos e impunes. Consigo lembrar também de uma história onde a violência de uma ditadura é encoberta, mesmo após o seu fim, sem maiores questionamentos populares. Lembro-me, muito claramente até, de um governo que saiu provatizando as obras do governo e outro, subsequente a esse, que se dizia pai dos pobres e teve como medidas diversas ações paleativas que não acabam com a pobreza nem desmarginaliza as classes de baixa renda. Eu conheço um Exame Nacional do Ensino Médio, que foi implantado em um país imenso e com diversas disparidades, às pressas e piorou o emocional de diversos estudantes em um ano tão importante e crítico de suas vidas. Eu vejo cotas raciais sendo cogitadas. Se ‘Deus é brasileiro’ ele também é preconceituoso. Cota racial é preconceito legal e aplaudido pelos canalhas que vêem nelas uma forma de conseguir credibilidade com as massas carentes. Bolsa auxílio qualquer coisa, ah que vergonha! Um país deve dar condições para que seus cidadãos vivam bem, não subsidiá-los deixando-os à margem de tudo. As propostas dos governantes são cada vez mais ridículas, e o povo bate palma. Gente, tem jogador de futebol, cantor brega, e a tia do pastel se candidatando. E o povo, onde está? Está sendo obrigado a votar nesse circo, quer goste dele ou não. Cadê a UNE? Apoiando o governo enquanto as universidades federais caem aos pedaços. Cadê os caras-pintadas? Ahh esses já se conformoram. E cadê a juventude? Enchendo a cara e engravidando aos 13 anos, ainda sem saber ler, jogando joguinhos de video-game ou aguardando 2014 ansiosamente. Esse é o país do futuro.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Feliz dia do Amigo


Olhei pela janela, logo cedo, havia sol. Um sol brilhante como há muito tempo não via, nem sequer imaginava. Olhei de novo, quase não acreditei. Devo admitir que embora não goste muito do sol, ele me alegra quando surge de repente e convidativo, como hoje. Tomei um banho, uma xícara de café, tentei ler o jornal e desisti com a capa: Menino morre de bala perdida em escola. Levantei, olhei o relógio e descobri que hoje, excepcionalmente, eu estava com duas horas livres antes do trabalho. Então decidi checar os emails e fiquei abismada com um em especial, quase escondido no meio de tantos outros. Um email de ‘Feliz dia do amigo’, da minha melhor amiga de infância que há tempo tempo não via e nem ao menos me recordava conscientemente. Foi nesse momento que percebi que a vida corrida dos adultos os afasta, além do necessário, para uma solidão estranha. A vida corrida não, a cabeça cheia, na verdade. Afinal, hoje eu tenho tempo. E justo no dia vinte de julho, eu tenho tempo. Tempo para um email, pelo menos. Quem sabe, se tivesse pensado um pouco antes, para um café entre amigas-que-há-muito-não-se-veêm. Mas a minha cabeça cheia fez com que, ao olhar o calendário, notasse apenas que a primeira reunião do dia seria mais tarde. É engraçado como há muito tempo atrás, alguns quinze anos, mais ou menos, as prioridades eram outras. Eu deixaria qualquer coisa pelas minhas amigas. E hoje, deixo minhas amigas por dinheiro, mesmo que inconscientemente. Existem muitas coisas que o dinheiro compra, mas felizmente, vinte e cinco anos de amizade não é uma delas. Peguei o telefone e cancelei a super reunião, um dia a menos de pessoas chatas não me mataria. Liguei pra um telefone que conseguiu demorar uma década, pelo menos para mim, para que desse três exatos toques, e do outro lado da linha uma voz conhecida e muito confortável atendeu em tom de surpresa:
- Lu?
-Oiii, vaca! Que tal um dia de meninas hoje?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Passeio no mundo alheio


Gosto de imaginar que as pessoas são as águas de um rio e eu a margem. Elas passam e seguem seu rumo para que outras passem por mim novamente, podem voltar mantendo o ciclo, ou condensar em outro rio, ou oceano. Plano de vida maior ou menor. Não vejo o fim do meu. Quando sou água de outras margens, gosto de encontrar pedras, elas me prendem e dificultam a minha passagem, me mantendo mais um tempo ali, até que o ciclo se repita para mim também. ‘O se repetem não são as pessoas e sim as situações’. O céu anda escuro e o meu organismo está se moldando para combinar com ele sem que eu permita. Acabo de me dar conta: Ando cinza como o céu, fumaça, poluição, nuvens negras... No atual segundo me encaixo nesse mundo, apenas nesse segundo. Estou em completa harmonia com a ausência de cores, ou com a mistura de todas elas, estou chovendo por dentro. Estou sujeita à vontades desconhecidas como o poder do tempo, minhas próprias vontades. Não tento me entender, tento me encaixar. Sou passageiro desse lugar, me enquadro nele quando não há muito amarelo. Gosto de chuva, gosto de vento frio e de pessoas com sono e caladas, fechadas em seus mundos, sem atrapalhar a minha órbita e o meu passeio, gosto de energias que não chegam a mim, gosto de distância e calmaria externa, uma vez que a gritaria mundana não permite que eu ouça o meu escândalo interno. Não quero carinho, não quero amor. Quero silêncio, um livro, alguns cães, vento frio, chuva e cinza. Não suporto mais todas essas cores vazias desses sorrisos falsos, não suporto mais esses gritos alegres que à noite se tornam gritos de solidão. Fim de passeio. Está clareando. Volto para o meu mundo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

País do futebol.


O egoísmo é uma parte fundamental da formação psicológica humana. Hoje assisti à uma prática nacional de tal sentimento. Ao perder o jogo contra a holanda toda a nação brasileira parou, pois neste momento éramos uma nação unida em busca do hexa-campeonato, entretanto o que vi por tras de rostos da burguesia brasileira, sujos de lágrimas foi apenas o egoísmo. Egoísmo porque quando se fala de futebol somos uma nação, mas quando há uma catástrofe natural numa região do país, como houve a pouco tempo no nordeste, vemos uma sociedade esfacelada e com imensas cicatrizes e feridas. Minutos antes do início da transmissão do jogo, pela Rede globo de televisão, a mesma divulgou a seguinte notícia: Um dos postos de arrecadação de ajuda para o nordeste não está funcionando devido ao desvio de roupas e mantimentos que não chegam ao seu real destino. Como logo em seguida iniciou-se a transmissão do jogo, o cidadão brasileiro não pôde dar a devida atenção à notícia, uma vez que, é claro, estávamos todos com o coração na mão, principalmente após o segundo gol da Holanda. Que país é este afinal? Pois bem, se não bastasse essa comoção nacional em torno de uma partida de futebol, onde não se decidem efetivamente vida ou morte de ninguém, ainda tivemos que ouvir a seguinte afirmativa de um dos comentaristas: O Felipe Mello envergonhou o Brasil com sua atitude violenta em campo. Justo o futebol brasileiro tão conhecido pela sua alegria. Concordo em gênero, número e grau. Entretanto não houve nenhum tipo de manifestação de crítica ou, pelo menos, questionamento em relação à essa atuação vergonhosa por parte de outros brasileiros, porém não famosos, que estavam roubando mantimentos de pessoas em atual estado de miséria devido a uma enchente. E porque não houve? Bem, com a eleição batendo à porta, fica ainda mais óbvio que o cidadão brasileiro acomodou-se diante da realidade da própria política e vêm trazendo isso de forma clara e indiscutível para sua vida diária. Roubo à população mais carente virou só mais uma noticía cotidiana diferentemente de uma derrota do Brasil para a Holanda. Cruzcifiquemos o Dunga, então, afinal não queremos perder a copa em 2014 em nosso próprio território. E deixemos os mesmos políticos corruptos governarem uma sociedade cega e/ou muito ocupada com a próxima copa. Afinal, somos o país do futebol, e pelo jeito que as coisas andam, acabaremos sendo conhecidos como o país de mudos submetidos às ordens de ladrões convincentes.

sábado, 12 de junho de 2010


Amor, acorda. Acorda, porque lá fora está tudo errado, tudo fora de órbita. Eu estou aqui parada esperando que as coisas se ajustem tem um tempo. Me sinto como uma cômoda no meio do quarto, bem no meio, na exata hora da faxina. Já choveu, já fez sol e eu já estendi a minha mão para tocar a sua inúmeras vezes. Em troca não tive nada, nem um olhar, talvez. Acorda que ainda te espero. Não pára, não pára de girar. Chegou o meu grande dia, que não será grande sem você. Tudo bem, está certo que a minha bebedeira também atrapalha, mas eu preciso que você segure minha mão, não sou tão insana quanto pareço, só preciso de luz. Vai chover de novo, eu acho. E você não chegou, não ligou, nem sequer pensou que eu poderia estar aqui lhe esperando. E eu estou. Está tudo pronto: Luzes, imprensa, câmeras, flashes, críticos, falta você. Oito horas, em ponto. Me arrumo, olho o espelho, o relógio, está na hora e eu estou sozinha. Você disse que não me faltaria em nenhum momento. Talvez quisesse dizer em nenhum que sua presença não fosse vital. Vital. Nada me é vital além de minha própria saúde, seja física ou mental. É, o ser humano é egoísta por natureza, meu bem. O vidro está embaçado e eu estou sozinha. Você também, eu sei. Você é imaturo e egoísta demais para estar acompanhado. Minha carreira vai bem, meus amigos têm sido cada vez mais lindos e amáveis comigo, nem sei por que ainda te espero. Mas espero, e esperei por todos esses dias. Cada gota de chuva e cada raio de sol que bate na vidraça é como se me fosse jogado sal nas feridas. E eu me lembro de você dormindo nessa cama, ou acordando com aquela cara amassada de quem não espera nada do dia. Eu ainda espero coisas da vida, espero coisas do tempo, assim como esperei coisas de você. Não, não espero mais nada além da sua volta, uma última transa, uma última risada e um último raio de sol batendo na sua cara amassada enquanto você dorme na minha cama. Eu sou nova, espero coisas da vida. E quem diria que há alguns anos, nossas diferenças eram indiferentes? Talvez por eu não esperar, você sempre chegava e adentrava minha casa com um sorriso e um alívio por estar aqui. Você era diferente, eu também. Acho que os problemas de hoje não são as diferenças entre você e eu e sim as nossas diferenças internas que simultaneamente começaram com o estrago. Eu mudei e esperei que você mudasse comigo e de alguma forma ainda combinássemos, mas eu não me dispus a mudar com você e você, cego como sempre, não percebeu que mudávamos em direções distintas e até distantes. Isso significa claramente que eu não lhe espero mais, o que espero é a imagem que fiz de você, mantendo todas as qualidades anteriores e mesclando-as a novas qualidades que eu gostaria que você tivesse adquirido. Mais um copo de café, outro cigarro.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Gatiiinha!

Um dia desses eu encontrei uma carta e então, me dei conta da falta que uma pessoa especial pode fazer. Amizade, sentimento ambíguo e confuso. E então resolvi usar de um artifício que sempre nos uniu para tentar explicar o que eu sinto em relação a você: A escrita. Eis que acaba o suspense, pois só existe uma pessoa no mundo para a qual eu escreveria isso. Então aqui começa um conto sobre uma das histórias mais lindas da minha vida.
Para ser bem exata eu não tenho ideia de quando exatamente isso começou, mas você me cativou desde a primeira vez que a vi. – Só não vou alegar que foram os astros porque agora essas coisas são explicadas com a palavra hormônios. Nem você sabia disso certo, gatinha? – Então, voltando à história... E meio que sem querer, nem evitar, nos aproximamos. Mas acontece que as coisas aconteceram rápidas demais para alguém como eu, que não costumo ser muito carismática e afetiva com as pessoas. Hoje, posso dizer que em algum momento deixou de existir palavras e, ou expressões que definam o que eu sinto por você. Eu, com esse meu hábito tolo de escrever coisas como essa que escrevo agora, despertei uma coisa em você que nem eu sei se você sabia que estava ali: O hábito de escrever. E eu me lembro como hoje do primeiro texto seu que eu li, me lembro exatamente de como fiquei absurdamente admirada com o seu jeito de escrever. Uma linguagem clara e culta, uma criatividade sem tamanho, uma boa vontade impressionante e ainda mais, um amor que se equipara ao meu pela escrita. Ah, como eu me encantei pelos seus textos e mais ainda, por você. E então, momento de explosão de todos os problemas que poderiam acontecer na vida de duas meninas do terceiro ano do ensino médio: Amigos, famílias de amigos, nossas vidas, as vidas deles, vestibular, escola, vida social, TPMs [daqueeelas], escolha de carreira...Pois é, foi nesse momento conturbado que você disse: Não quero arquitetura, vou fazer comunicação! Você não sabe o orgulho que me deu. Até porque eu também sou uma das responsáveis, não querendo me gabar, é claro. Veio a minha cirurgia e o meu mais novo anjo da guarda me deu um presente LINDO e uma força que até Deus desconfia. Lembra do concurso? E se eu disser que só participei daquilo por você? É que você estava tão empolgada que eu me empolguei também, e o próximo é nosso e ninguém tira ;) .E grande parte do meu dia já se passava ao seu lado... Em menos de um ano, nós iniciamos uma história linda, você despertou em mim um carinho e um respeito sem tamanho, escrevemos muito, rimos horrores e choramos muito também. Obrigada, meu amor, por ter estado na minha vida de forma tão intensa e importante em um momento tão tenso ;)
Ps1: E... Amiiiga, sempre que a coisa estiver tensa, eu vou estar aqui pra te oferecer um abraço. (:
Ps2: Decidi fazer comunicação e lembrei de você! Você faz parte disso comigo (:

Ps3: Eu te amo, eu te amo, eu te amo1000000000000.... Infinitamente!

Ps4: Toda a sorte do MUNDO pra você!

Ps5: Eu tenho 26 cartas/ bilhetinhos seus

*Segredo: Lembra do presente? É um livro chamado ‘Comer, rezar, amar’ que está aqui em casa, embrulhado pra presente e com uma carta de déécadas atrás dentro... Porque é SEU.*

domingo, 21 de março de 2010

Acontece que às vezes chove...

E olhou pela janela, do lado de fora chuva forte, por dentro dor ardente. E foi então que percebeu o tamanho da discrepância entre o visto e o sentido. Encontrou uma semelhança: O frio. Não aquele frio gostoso que faz com que os casais se juntem mais um pouco, mas aquele frio gelo na pele, frio alto mar, frio barra pesada, coisas dessas que queimam de tão frias. E riu, porque sua alma ainda aparentava menor presença de calor. Na rua ela abria sorrisos, em casa ela sangrava mais que se todos os seus órgãos tivessem amarrados bem firme em arame farpado, mais que tiro, mais que lesão, mais que hemorragia. Sangue de dor, sangue em forma de lágrima. Porque o frio da solidão machuca e só sabe quem o sente. Mais cigarro, outro gole de Plistykai Rum, mais dor. Certa vez, quando criança, a disseram que ser arrogante e sincera demais magoaria os outros, e a tornaria solitária, não compreendeu o que diziam. Pelo menos não até conhecê-lo e desde esse ocorrido já se passaram seis anos. Nos últimos quatro anos, depois que foram morar juntos, foi que sentiu na pele o que é dizer um sim para agradar, aguentar uma cólica pra ir a um jogo de futebol, querer acabar com a carreira para ter filhos porque ele queria, usar roupas fechadas, não usar batom e tantas outras coisas que ela nem mais lembrava. Escolhas pequenas, frango no lugar de peixe, azul no lugar de rosa, coisas assim. Coisinhas dessas, pequenas, que aparentemente não mudariam em nada o percurso da vida de alguém, a não ser que este alguém o fizesse por anos consecutivos e nada recebesse em troca, nem um sorriso, nem compaixão, n-a-d-a. O que acontece é que a essencia humana inclui de forma clara e bastante expressiva um sentimento chamado egoísmo e é por culpa dele que estas pequenas escolhas que valorizam a vontade alheia nos ferem e incomodam. E no dia em que cansou, ou melhor, no dia em que cansou de estar cansada simplesmente disse um breve e pausado ‘não quero mais você’ e no dia seguinte o prato principal foi frango assado e um pintor foi chamado para deixar seu quarto o mais rosa possível. Acontece que às vezes chove e faz frio, mesmo no quarto rosa e com a panela repleta de frango.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Será que sempre há?

Poderia não parecer, mas ela se importava. Na verdade ela sabia o quanto demonstrava se importar e nessas horas conseguia sentir um nojo tão forte de si mesma que, se pudesse, desapareceria. E se sentia tão ridícula em horas assim, mas acontece que ser ridículo vezenquando é inevitável e chega a ser até benéfico. É como se uma voz, uma determinada voz, a puxasse da realidade dissesse: Ei, feche os olhos, moça, há mais, há sempre mais. E então ela pensava, por horas e mais horas, que se havia mais por trás dela, certemente haveria mais atrás daquele outro ser. Infelizmente, outro ser pensante. Digo infelizmente porque os seres pensantes sentem tanta obrigação e vontade de ser um ser cada vez mais pensante que acabam esquecendo de sentir outras coisas e quando sentem pensam em uma forma de escondê-la, só pra não perderem o hábito de pensar. Mas o que haveria por trás daquele outro ser? Ódio? Pseudo-amor (Encontrei o amor, ele não é real, mas o que se há de fazer? A gente não pode ter tudo na vida. – Caio F.)? Rancor? Mágoa? Deveriam haver tantas, mas tantas coisas nele, tantas coisas ocultas e in-gritáveis, coisas que certamente ela não descobriria, nunca. O problema é que não se sabe por quê, mas ela só conseguia imaginar todas as coisas ruins que haveriam ali e ela desconhecia, por que se fossem boas ela saberia, certo? Mas se a resposta for sim, por que ela mesma tentava esconder um sentimento aparentemente bom como o amor? Mais um gole de café, mais três milhões de interrogações que ficariam pra depois. Depois daquele gole, depois de mais uns tragos... Depois talvez do próprio tempo, mas viriam, certamente.