quinta-feira, 30 de abril de 2009

Caminhos

Já senti como se a luz do vazio que me consome me mantivesse viva, é como se o meu remédio fosse meu veneno. O brilho dos seus olhos eram minha morfina; cheguei a sentir como se não sentisse qualquer batimento cardíaco, qualquer vestígio de vida. Não, eu não me sinto mais assim; hoje há um por que maior, algo que me mantém cada dia mais viva, hoje eu sei como é realmente se sentir viva. Quem não sabe o que é a vida, não pode dizer que está feliz. Hoje eu sei que sentir como se o mundo fosse acabar ali se você esperasse mais dois dias pelo beijo não chegam nem perto do que é estar vivo. Meu mundo era pequeno, de coração fútil e mente vazia. De repente tudo pára de fazer sentido, eu estou alegre, mas por quê? Quem não sente dor não sente amor, supostamente. Começo a acreditar que a dor atrai o amor, como se o sangue latente da caça atraísse o caçador. As coisas começam a se encaixar quando você consegue ver em alguém aquilo que há dentro de você, escondidinho, aquilo que só aquele alguém vai saber te mostrar e neste momento é como se uma pessoa segurasse a sua mão e te levasse para um passeio onde você passa por todas as ruas de sua infância, por todas as ruas que você conhece bem e no fim chega a um lugar muito mais amplo, um lugar que lhe dá tranquilidade, um lugar que você nunca imaginou que encontraria, muito menos dentro de você. Neste momento as almas se encaixam, toda e qualquer promessa é inútil e vazia. Almas são livres. Os dias são mais divertidos, não há um por quê, apenas são. As coisas nunca precisam de mais do que o existir. Essa pessoa especial nunca é eterna, ela só conhece o caminho até um determinado lugar, esse lugar nem sempre é tão bonito como o início do caminho, mas você aprendeu a chegar até ali.E é quando você desiste, com medo de se perder e vem um outro alguém e te leva mais longe. Todas as pessoas que encontram com você sabem um pouco do seu caminho, sabem um pouco mais sobre os caminhos da vida, cada uma delas é a chave pra abrir uma porta diferente pra chegar ao fim. Que o meu fim seja mostrado por você, eu quero que você me leve até o fim do caminho, caso nós não saibamos como seguir, nos sentemos debaixo de uma árvore, abraçadas para diminuir o frio devido à ventania, esperemos uma ideia legal para ir mais adiante, desde que seja com você. Eu te amo.


/=P.S. : Pra alguém que disse que os meus textos sempre tem um tom de raiva...

[Rio, 29/04/09]

terça-feira, 28 de abril de 2009

Estrelas

Acabo de me surpreender ao olhar o céu. Quanto brilho, numa noite explendorosa que chega a me lembrar das noites bem aproveitadas no gramado da casa de Angra. Confuso imaginar como um homem com sua tremenda 'evolução mental' possa ser controlado por um objeto criado por ele mesmo para auxiliar-lo em sua evolução, não eu não estou falando dos mutantes e zumbis do Resident Evil, eu me refiro a algo mais próximo, me refiro ao seu relógio. Na correria dos ponteiros deixei de me apegar ao que eu mais apreciava. A minha capacidade de fazer do tempo meu aliado, hoje, em ano de vestibular parece piada, mas um dia nem tão distante assim eu poderia perfeitamente me deitar na varanda e apreciar tais estrelas, sentir a lua em mim, mas acabo de me dar conta de que tenho prova amanhã. É difícil deitar e ver as estrelas sem lembrar de toda a pressão e expectativa que cai sobre mim agora, não só sobre mim, mas sobre todos os meus concorrentes que eu terei que esplendorosamente derrotar. A vida é assim, ou se perde ou se ganha, uma disputa constante. Lutar contra o relógio não é tão fácil quanto é para uma criança adiar o fim da brincadeira, não há mais tempo para brincar, nem para viver, nem para respirar, nem para aproveitar o que é seu de direito. A lua e as estrelas são suas também e é com toda a boa vontade do mundo que lhe ofereço o que tomei pra mim ( me aproveitei de toda essa frieza contemporânea que abre mão completa de aproveitar as únicas coisas compartilháveis e simples, como a beleza do céu, o brilho das estrelas e da lua, os sorrisos e tudo aquilo que você também abriu mão). Acabo de tomar uma decisão, não eu não vou abrir mão disso, deixo isso pra você. À mim cabe a obrigação de dar ao céu e as estrelas um alguém que os admire.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Diante de toda essa confusão encontro-me sem saber como agir, o motivo de tal confusão já não muda quase nada, ver-te me mantém cada dia mais viva, ou quem sabe até ameniza a dor de minha morte. Se há sentido algum em tamanha dor já não sei nem ao menos me interesso por saber; desisti desse hábito tolo, humano, de insistir no custume de tentar saciar às minhas curiosidades sem resposta. (09/02/09 - Aula de Geografia)










P.S : Dois meses então (L'

sábado, 18 de abril de 2009

Tão graciosa é a arte de amar quanto pode ser cruel a ponta da flexa que mata um bicho inocente. O amor é cruel ele te pede provas o tempo todo; é um sentimento insaciável. A maior obrigação e o maior contetamento do amor é testar os seus limites todo o tempo. E você ainda sente prazer por doar-se inteiramente a ele se não o fizer, há de julgar-se pelo resto de sua vida. Mesmo que hajam outras paixões, outros olhares e arrepios, taquicardias e tonteiras de amor, o suor que deixou de derramar na luta por aquele grande amor o perseguirá e fará de ti sempre um mar de angústias.
Amor não se esgota, ele apenas se vai, não por excesso de gasto, não por desperdício, mas sim para manter suas luxúrias e extravagâncias, orgias e descasos. O amor de verdade nunca se contenta com o , ele quer mais, ele quer de ti, tudo que ele pode lhe doar e também o que ele não pode (Não sei se disseram a ti alguma vez, mas o amor é irracional). O amor não é puro; o amor é um conjunto de dores e calores, arrepios e sabores, o amor é tudo e não é nada; O amor se complementa, não há escolha, não existem erros, ninguém NUNCA soube amar de verdade.
O amor é como a arte, cada um a interpreta, cada um a conhee, cada um a consome de sua forma. Arte não se classifica, arte não pede espaço, o artista não a escolhe, ela escolhe o artista; arte traz vida a quem a faz e a quem a admira, arte não se critica, arte se sente. Não me digas que não é capaz de ver tais semelhanças entre o amor e a arte? Se não as vê ou és completamente insensível às artes e divindades legítimas ou pior, é insensível ao amor. O artista não troca o amor por sua arte. A arte é feita de seu amor, e seu amor se expõe em sua arte. Se um dia eu for reconhecida por algo quero que seja por minha arte, nela estão todos os meus amores e dores.
O amor é egoísta, complicado, o amor é como uma menina de 16 anos amando, o amor é confuso, o amor é mais necessario que o ar; o amor vale mais que a arte, a arte vale como a dor que as vezes é tão ardende que vale como o amor. O amorsou eu agora, fazendo minha arte, fazendo o que eu sei fazer!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Mais um desabafo qualquer

É, só entende quem passa. O que ninguém vê é que eu não peço que me entendam, eu peço que me respeitem (eu não disse em momento nenhum que respeitar o desconhecido é fácil). Eu só quero aquilo que eu possa doar. Entenda que respeito não é uma atitude unilateral nunca, respeito para mim nem é uma atitude, respeito é um sentimento. Não quero preconceito camuflado. Palmas para aqueles que gritam seus preconceitos; esses dão oportunidade para qe os outros o façam mudar de ideia (sem acento. Estou revoltada contra essa droga de reforma ortográfica, peço que ignorem meus erros quanto a nova forma de escrever); Triste é aquele que omite seus preconceitos, ele não vai mudar de ideia, ele é apenas mais um com preguiça de pensar e medo de sentir.
Sentimento idêntico ao que tenho agora, só eu conheço, desde o que me fará ter as atitudes que terei ao que me motiva a pensar em outra possibilidade. Costumam dizer que negar ao outro é mais fácil do que negar algo para si; Na verdade ao negar para o outro você nega consequentemente para si. Negar o que você é , ou melhor, sente (as pessoas não são nada, elas estão qualquer coisa) quando se tem consciêcia de tal sentimento é na verdade negar as consequências dele, mas quem sofre as consequências do que você sente é você, logo negar para o outro é o mesmo que negar para si.
Como alguém pode julgar o outro por aquilo que ele sente se o que o que ele sente não é uma escolha? Essa é a hora em que você deve ter pensado 'não se julga', esse pensamento ocorre porque julgar é tão involuntário que você não percebe quando o faz (a todo instante, diga-se de passagem), mas criticar a quem se julga é também uma forma de julgar. Eu não tenho medo de ser julgada, meu medo é de ser PRÉ JULGADA.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

E se ?

Por quê? E se eu pudesse desfazer? E se eu me arrepender? E se o tempo não levasse consigo uma parte de mim? E se tal parte me fosse essencial? E se isso me fizesse mal? E se o mundo parasse de girar? E se eu pudesse não pensar? Se o fim fosse o começo de tudo? Se o meio fosse o mais importante? E se os dias não tivessem fim? E se eu encontrasse um sapo roxo? E se eu fosse o meu início? E se Deus não existir? Qual será o meu fim? E se houver vida em Plutão? E se um dia eu pudesse ir a lua? E se eu soubesse o que você pensa? E se eu amar e desamar em um minuto? E se o professor perder para o aprendiz? E se eu fosse esse aprendiz? E se eu fosse o professor? E se um pai escutar o seu filho? E se o filho estiver certo? E se a amizade não for real? E se os pacotes de biscoitos fossem latas? E se a internet acabasse? E se o nosso nascimento foi a nossa morte? E se a nossa morte for o nosso nascimento? E se uma menina gostar de outra? E se ela gostar de dois meninos? E se não houvessem países? E se o cigarro fosse a maconha e a maconha fosse o cigarro? E se bebida fosse proibido para maiores de 50? E se o pato Donald amar a Minie? E se o Super homem amar o Batman? E se o Robin tiver um caso com a mulher gato? E se o Gaguinho não for gago? E se as Panteras forem as vilãs? E se o mundo virtual for o real? E se nós vivessemos no mundo dos espíritos e não eles no nosso? E se eles forem reias e nós não? E se a Igreja for o mal do mundo e não a televisão? E se o certo fosse andar nu? E se o ser humano for o animal menos racional? E se nós entendessemos? E se não fizer sentido? E se querer saber for o erro? Por quê?