Começou a campanha eleitoral obrigatória nos meios de comunicação. Ê Brasil, cadê a tua democracia? Pois é, o ‘país do futuro’ que tem ‘dimensões continentais’, sem guerras externas ou em seu território, acumula descaradamente graves contradições.
Aproveitando o embalo eleitoral, falemos de política: É certo que o Brasil é, desde 15 de janeiro de 1985, com a eleição de Tancredo Neves, uma democracia. A não ser que eu esteja sendo enganada pelos meus hormônios e inocência juvenil, democaracia significa governo do povo. Não lembro de uma parte da história brasileira onde o povo foi convidado a decidir algo importante, e nem de algum governo que teve como meta o bem estar da massa popular. Lembro-me porém de governantes corruptos que seguiram suas vidas felizes, ricos e impunes. Consigo lembrar também de uma história onde a violência de uma ditadura é encoberta, mesmo após o seu fim, sem maiores questionamentos populares. Lembro-me, muito claramente até, de um governo que saiu provatizando as obras do governo e outro, subsequente a esse, que se dizia pai dos pobres e teve como medidas diversas ações paleativas que não acabam com a pobreza nem desmarginaliza as classes de baixa renda. Eu conheço um Exame Nacional do Ensino Médio, que foi implantado em um país imenso e com diversas disparidades, às pressas e piorou o emocional de diversos estudantes em um ano tão importante e crítico de suas vidas. Eu vejo cotas raciais sendo cogitadas. Se ‘Deus é brasileiro’ ele também é preconceituoso. Cota racial é preconceito legal e aplaudido pelos canalhas que vêem nelas uma forma de conseguir credibilidade com as massas carentes. Bolsa auxílio qualquer coisa, ah que vergonha! Um país deve dar condições para que seus cidadãos vivam bem, não subsidiá-los deixando-os à margem de tudo. As propostas dos governantes são cada vez mais ridículas, e o povo bate palma. Gente, tem jogador de futebol, cantor brega, e a tia do pastel se candidatando. E o povo, onde está? Está sendo obrigado a votar nesse circo, quer goste dele ou não. Cadê a UNE? Apoiando o governo enquanto as universidades federais caem aos pedaços. Cadê os caras-pintadas? Ahh esses já se conformoram. E cadê a juventude? Enchendo a cara e engravidando aos 13 anos, ainda sem saber ler, jogando joguinhos de video-game ou aguardando 2014 ansiosamente. Esse é o país do futuro.