terça-feira, 28 de abril de 2009
Estrelas
Acabo de me surpreender ao olhar o céu. Quanto brilho, numa noite explendorosa que chega a me lembrar das noites bem aproveitadas no gramado da casa de Angra. Confuso imaginar como um homem com sua tremenda 'evolução mental' possa ser controlado por um objeto criado por ele mesmo para auxiliar-lo em sua evolução, não eu não estou falando dos mutantes e zumbis do Resident Evil, eu me refiro a algo mais próximo, me refiro ao seu relógio. Na correria dos ponteiros deixei de me apegar ao que eu mais apreciava. A minha capacidade de fazer do tempo meu aliado, hoje, em ano de vestibular parece piada, mas um dia nem tão distante assim eu poderia perfeitamente me deitar na varanda e apreciar tais estrelas, sentir a lua em mim, mas acabo de me dar conta de que tenho prova amanhã. É difícil deitar e ver as estrelas sem lembrar de toda a pressão e expectativa que cai sobre mim agora, não só sobre mim, mas sobre todos os meus concorrentes que eu terei que esplendorosamente derrotar. A vida é assim, ou se perde ou se ganha, uma disputa constante. Lutar contra o relógio não é tão fácil quanto é para uma criança adiar o fim da brincadeira, não há mais tempo para brincar, nem para viver, nem para respirar, nem para aproveitar o que é seu de direito. A lua e as estrelas são suas também e é com toda a boa vontade do mundo que lhe ofereço o que tomei pra mim ( me aproveitei de toda essa frieza contemporânea que abre mão completa de aproveitar as únicas coisas compartilháveis e simples, como a beleza do céu, o brilho das estrelas e da lua, os sorrisos e tudo aquilo que você também abriu mão). Acabo de tomar uma decisão, não eu não vou abrir mão disso, deixo isso pra você. À mim cabe a obrigação de dar ao céu e as estrelas um alguém que os admire.
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